quinta-feira, 29 de maio de 2008

Para relaxar!

Oi, povo!
Lembrando da feliz apresentação de Tiago Monteiro hoje, resolvi reiterar o discurso do "raríssimo"! hehehehe

http://www.youtube.com/watch?v=MhkTR_d84_M

Beijos,

Flora

sábado, 10 de maio de 2008

Vá ao teatro (e me chame - ainda mais com promoção)

Povo,

para aqueles que ainda não estão sabendo, tem uma baita peça de teatro em cartaz na cidade. É "O processo", baseada no livro homônimo - e atualíssimo! - de Franz Kafka (versão de Modesto Carone), adaptada para os palcos pelo José Henrique (que também assina a direção) e protagonizada pelo Tuca Andrada.

A história já foi levada às telas por Orson Welles, com Anthony 'Psicose' Perkins no papel principal, e por David Jones, numa adaptação dos anos 90 roteirizada por ninguém mais ninguém menos do que o grande dramaturgo Harold Pinter. O Zé, professor do curso de Direção Teatral da ECO, fez um trabalho cênico belíssimo e que merece ser visto, no Teatro Maison de France (Rio de Janeiro) até 29 de junho (maiores detalhes sobre elenco e produção em http://teatromaisondefrance.com.br/programacao/index.shtml).

Ficaram a fim? Tenho aqui uma promoção que dá um belo desconto para quem estiver interessado. Mas atenção: a promoção só vale para as quintas-feiras. Para entrar nessa, basta mandar um email para a Renata Blasi, da produção executiva (reblasi@gmail.com).Quem estiver com o nome na lista paga apenas R$ 15 (quinze reais!). Sai mais em conta do que a meia-entrada mais barata!

É isso aí.
Bom espetáculo!

Eu e meus posts nada a ver com nada [risos]...

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Convite

Duas chamadinhas.

A primeira é para a edição especial da Revista O Grito com especial sobre o funk onde colaborei com um artigo.
A Revista é bem bacana e por isto faço aqui o jabá.

A segunda é sobre a edição do Café literário da Intercom, que acontece amanhã no auditório da Biblioteca Nacional, cujo tema é Música e Comunicação. Vou participar, junto com o colega Eduardo Coutinho (da UFRJ) e mediação de Raquel Paiva e Ana Paula Goulart.

O formato do Café é interessante, pois é um bate-papo acadêmico sobre o tema.
Para quem puder aparecer, é no auditório da Biblioteca Nacional (entrada pela Rua México), as 12.30, entrada gratuita.

domingo, 4 de maio de 2008

Entre Debord e o Faustão...

Passo pelo blog rapidinho, só pra comunicar duas coisas que chamaram a minha atenção nesta jovem tarde de domingo. Saiu no Globo de hoje, naquela página Logo (que fica migrando de um ponto pra outro do jornal, de acordo com o tema em pauta), uma reflexão sobre a (in)validade dos argumentos críticos apresentados pelo Guy Debord em A sociedade do espetáculo, em tempos de "espetáculos do crescimento" defendidos como bandeira por uma certa Esquerda e quejandos. Não estou conseguindo linkar o blog à página do Globo On Line que contém o texto, então se alguém tiver interesse no dito cujo, por favor sinalize que eu levo na quinta-feira.

Corta. Mudando da água pro vinho (ou seria o contrário?), ainda há pouco testemunhei a estréia de um novo quadro no programa do Faustão. Uma pessoa "consagrada" no/pelo meio artístico é incumbida de levar ao palco um talento mirim no qual se deve "ficar de olho". No primeiro programa, o veterano Caçulinha levou um menino alagoano de 10 anos que tocava violão clássico. Lá pelas tantas, o Faustão perguntou pro moleque porque ele tinha optado pela música erudita, e não pela popular, ao que ele respondeu, na lata: "Porque é mais difícil e mais sério".

Em termos de contradição (o que eu acho bastante saudável, aliás - não é mais ou menos isso que o Kellner defende lá no Cultura da Mídia?), o episódio de hoje só não bate aquele que se verificou quando o Rappa apareceu certa feita no programa do Faustão. Durante a execução de A minha alma, mais precisamente durante os versos "Mas não me deixe sentar na poltrona num dia de domingo/ Procurando novas drogas de aluguel/ Nesse vídeo coagido", chegou a ser engraçado ouvir o Faustão bradando ao vivo, com o sotaque característico: "Presta atenção na letra, meu!".

Combinando a aula de quinta

Oi gente!

Conforme eu já havia anunciado, teremos uma convidada na aula de quinta - a colega e minha querida amiga Carla Barros.

O tema da aula será antropologia do consumo. Ela sugere três textos. O principal já está na nossa pasta, desde terça passada.(Do livro Cultura, Consumo e Identidade - Livia Barbosa e Colin Campbell, cap 1)

Outros dois foram enviados on-line, e estou enviando o arquivo para o e-mail de vocês.

Boa leitura e até quinta.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Internet do mal?

A coluna do Zuenir Ventura de ontem, no Globo, também contribui muito com as nossas discussões. Até que ponto a internet potencializa as maldades humanas? Até que ponto potencializa a criatividade e o conhecimento humanos? Ou ela é simplesmente uma ferramenta e reflexo da vida "real"?

Segue o texto:

A repórter Juliana Tiraboschi, da revista "Galileu", teve uma original idéia de matéria: "Do_mal.com". Usando personagens fictícios, entrou na internet e durante semanas desempenhou vários papéis. Fingiu ser uma jovem deprimida à beira do suicídio, agiu como um pedófilo em busca de pornografia infantil, simulou que era uma menina ingênua assediada por adultos e passou-se por uma anoréxica procurando dicas de emagrecimento. A facilidade com que obteve cumplicidade e estímulo para comportamentos de risco ou atos criminosos a impressionou. "Decidi me matar e quero saber qual o método menos doloroso", ela escreveu, e em pouco tempo um internauta sugeriu um coquetel de medicamentos por ser "mais letal e menos doloroso". Outro aconselhou uma "overdose de barbitúrico" por sua ação rápida. Um terceiro ensinou a preparar um explosivo capaz de "te incinerar instantaneamente". Houve até quem se preocupasse com o preço. "Se fizer do jeito certo", ele alegava, "o enforcamento não é tão doloroso, além de ser barato e fácil. Só precisa uma corda".
Juliana ficou chocada. "Ninguém se mostrou perturbado, e apenas um dos meus interlocutores perguntou qual o motivo da minha decisão." Em outras comunidades, ela encontrou pessoas disseminando abertamente a violência e a intolerância, como homofobia e racismo. Uma antropóloga ouvida por ela identificou 14 mil sites de conteúdo nazista. Numa sala de bate-papo, a repórter começou a conversar com um homem de declarados 22 anos. "Eu disse que tinha 12 anos, mas meu interlocutor não se intimidou. 'Curte falar de sexo?', continuou. 'Sou tímida', recuei. 'Já fez sexo?', ele insistiu. Respondi que não e perguntei se não me achava muito nova. 'Só pra gente brincar, só matar a curiosidade (...). Você me mostra algumas coisinhas, eu te mostro tudinho que você tem vontade.' Ela concluiu que, como não há controle, "crianças de qualquer idade poderiam estar participando da conversa."
O resultado desse mergulho em zonas sombrias da internet levou a jornalista a questionar: "Onde termina a liberdade de expressão e onde começa o crime?" É bem verdade que, como ela admite, não foi a rede que inventou essas patologias; "ela apenas facilita a conexão entre as pessoas". Mas é crescente a influência do mundo virtual sobre o real. Em 2006, um jovem gaúcho de 16 anos se suicidou induzido por seu grupo de discussão a inalar monóxido de carbono. No ano seguinte, em Ponta Grossa, outro jovem se matou de forma semelhante. Nos EUA há uma infinidade de casos iguais. É um princípio de imitação que parece funcionar para os comportamentos desviantes.
Evitar que um instrumento tão útil e poderoso como a internet seja usado impunemente para promover o mal, eis uma das questões cruciais dessa nossa sociedade de informação."

Internet na educação

Na aula de ontem, além da experiência como mercadoria, falamos um pouco sobre o uso da internet na educação. O argumento dos educadores, dos comunicadores que trabalham com educação, ou dos "educomunicadores", como preferem teóricos como o professor Ismar Soares, da USP, é de que a autonomia, a participação dos alunos e o diálogo entre esses e os professores contribuem para a construção de conhecimento.
É nesse sentido que as tecnologias de informação e comunicação, sobretudo as novas tecnologias, por possibilitarem uma maior interatividade - ou participação dos alunos - podem contribuir para a qualidade de ensino. O professor atua mais como um facilitador (indicando fontes de pesquisa, revisando textos) ou um provocador (questionando os discursos produzidos pelos alunos, fazendo perguntas que levem a novas reflexões).
Há muitos textos sobre o assunto na Web, assim como há muitas práticas sendo desenvolvidas nas escolas e universidades brasileiras. Segue um link para um desses textos que, coincidentemente, me chegou por e-mail hoje, sobre o uso de blogs na educação.